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Trabalho apresentado na VIII Semana Acadêmica de Pós-graduação em Medicina Veterinária da UFRRJ (SAMVet) & II Simpósio Internacional de Tópicos Avançados em Medicina Veterinária (SIMVet) e publicado na revista “Pesquisa Veterinária Brasileira”. Trabalho premiado com Menção honrosa.

Trabalho apresentado na VIII Semana Acadêmica de Pós-graduação em Medicina Veterinária da UFRRJ (SAMVet) & II Simpósio Internacional de Tópicos Avançados em Medicina Veterinária (SIMVet) e publicado na revista “Pesquisa Veterinária Brasileira”. Trabalho premiado com Menção honrosa.

Ocorrência de Dirofilaria immitis utilizando o teste rápido imunocromatográfico, em cães da região metropolitana do Rio de Janeiro de 2017 a 2024

Ocorrência de Dirofilaria immitis utilizando o teste rápido imunocromatográfico, em cães da região metropolitana do Rio de Janeiro de 2017 a 2024

  1. Leite C.B.V., Aguiar W.S., Ambrósio F.M., Nascimento J.S. & Guimarães J.S. 2024. Pesquisa Veterinária Brasileira 44(Supl.):7. Laboratório de Patologia Clínica Veterinária, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, BR-465 Km 7, Zona Rural, Seropédica, RJ 23890-000, Brasil. E-mail: ventucaralab@gmail.com

A dirofilariose é uma antropozoonose, que infecta principalmente cães, onde a Dirofilaria immitis é a espécie mais amplamente conhecida, sendo transmitida por mosquitos dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles. A doença provoca pelo parasita e de evolução crônica, sendo a maioria dos cães infectados portadores assintomáticos. O diagnóstico laboratorial da dirofilariose em animais vivos é feito através da identificação de microfilárias ou da detecção de antígenos em amostras de sangue. A recomendação geral para triagem e diagnóstico em cães é que ambos os métodos sejam utilizados, especialmente porque até 30% dos animais não desenvolverão microfilaremia situação conhecida como infecção oculta. A prevalência da dirofilariose canina varia de acordo com a localização geográfica, população de mosquitos, população canina e morfologia da região, nível socioeconômico, técnica diagnóstica utilizada, idade, comprimento da pelagem, sexo, condições ambientais, além da migração dos animais por seus tutores. Por isso, se torna importante conhecer a distribuição deste agravo em diferentes regiões assim traçar estratégias de controle/prevenção mais direcionadas. O presente estudo teve como objetivo determinar a ocorrência de cães infectados por D. immitis na região metropolitana do Rio de Janeiro utilizando o teste rápido imunocromatográfico (TRI) da ALERE Dirofilariose AG Test kit® para detecção de antígenos no período de 2017 a 2024.

Os dados utilizados para o estudo retrospectivo são provenientes do laboratório Alpha Labs. Os dados foram compilados e tabulados para determinar as frequências relativas (%) e os perfis dos animais acometidos. Foram realizados 3.447 testes provenientes de 6 localidades na região metropolitana do Rio de Janeiro, durante o período de novembro de 2017 a maio de 2024, com ocorrência de 14,72% (507/3447) de amostras positivas. Dos cães positivos 52,46% (266/507) foram fêmeas, 46,94% (238/507) machos e três animais não tiveram o sexo identificado. A infecção por D. immitis é comum entre cães no Brasil, com prevalência variando de 2 a 62%, dependendo da área estudada. Na zona oeste da região metropolitana do Rio de Janeiro, a ocorrência de cães quando a infecção foi pesquisada pelo teste de identificação de microfilárias foi de 7,5% em 2023. Estes dados revelam um possível aumento na ocorrência de cães infectados no Rio de Janeiro, mas fazem-se necessários mais estudos. Em geral, cães de médio e grande porte apresentaram maior frequência de resultados positivos, resultado também observado em estudos anteriores. Pode-se concluir que a ocorrência de cães positivos não apresentou variação de acordo com o sexo, porém animais adultos demonstraram maior positividade para D. immitis. Os resultados encontrados indicam uma ocorrência superior às relatadas em estudos recentes realizados na região metropolitana do Rio de Janeiro.

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